O governo espanhol decidiu adiar por três meses, até ao final de Janeiro, o prazo para a entrega das propostas à concessão dos aeroportos de Madrid-Barajas e Barcelona-El Prat.

A decisão foi justificada com as dificuldades dos consórcios candidatos em encontrarem financiamento para a operação. Mas as condições previstas no caderno de encargo mantêm-se inalteradas.

O adiamento do prazo para a entrega das propostas acaba também por satisfazer o principal partido da Oposição, o Partido Popular, que há muito reclamava que a privatização dos dois aeroportos não deveria ser decidida antes das eleições legislativas de 20 de Novembro.

Os Populares contestam o modelo de reorganização da Aena, pelo que pode acontecer que o processo de privatização dos dois aeroportos seja mesmo suspenso caso o PP ganhe as eleições, como tudo parece indicar.

Com a privatização de 90% das sociedades gestoras de Barajas e El Prat, o governo espanhol esperava encaixar, ainda este ano, um mínimo de 5,3 mil milhões de euros (3,7 mil milhões por Madrid e 1,6 mil milhões por Barcelona). Os vencedores ficarão ainda obrigados a pagar uma renda anual equivalente a 20% do volume de negócios dos aeroportos, num mínimo de 150 milhões para Barajas e 80 milhões para El Prat.

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