Os transportadores rodoviários suportarão um custo acrescido de 1 500 euros/veículo/ano com o fim da fiscalidade específica aplicável ao gasóleo profissional em Espanha.

Os números foram apresentados pela Comissão de Logística e Transporte da Câmara de Comércio de Valença e as contas são, afinal, fáceis de fazer. Até agora, as empresas de transporte rodoviário de mercadorias recebiam 2,8 cêntimos por cada litro de gasóleo que abasteciam. Basta multiplicar por uma média de 50 mil litros/ano.

A partir de 1 de Janeiro próximo, os transportadores rodoviários em Espanha passarão a suportar a mesma fiscalidade que afecta qualquer automobilista.

A medida afecta os transportadores espanhóis, mas também operadores portugueses que, precisamente para beneficiarem dos incentivos do país vizinho, têm veículos registados junto das autoridades de Madrid.

A situação é tanto mais grave quanto a procura escasseia e pressiona os fretes em baixa, ao passo que o preço do combustível não pára de aumentar, sublinham os transportadores espanhóis.

Como se isso não bastasse, coloca-se no horizonte a ameaça da nova Eurovinheta, recentemente aprovada em Conselho de Ministros da União Europeia. Espanha votou contra, mas do lado de lá da fronteira são cada vez mais as vozes que defendem a aplicação daquela taxa, até por uma questão de reciprocidade relativamente aos outros estados-membros que pretendem onerar a circulação de pesados nas suas estradas.

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