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Em ano de eleições, o governo espanhol propõe-se investir 3 561 milhões de euros na expansão da rede ferroviária de Alta Velocidade (mais 48% do que no ano que passou).

Ao todo, haverá mais 1000 quilómetros de Alta Velocidade em Espanha, o que representará um crescimento de cerca de um terço do total da rede actual.

O comboio de Alta Velocidade chegará, assim, a mais oito capitais de província espanholas e ligará as principais cidades de Galiza. No Norte, as cidades ligadas ao AVE serão Zamora, León, Palência e Burgos. No Este, Valência terá ligação a Castellón, e Alicante a Múrcia. No Sul, será terminada a linha que liga Cádis a Sevilha e o AVE chegará a Granada. Na Galiza, Orense, Santiago de Compostela e Corunha, que já são servidas por Alta Velocidade, terão ligação a Pontevedra e Vigo.

O Ministério do Fomento de Madrid defende que a expansão do AVE é um dos cartazes de apresentação de Espanha no mundo. De facto, a indústria ferroviária do país vizinho logrou obter contratos internacionais importantes para construção de redes de Alta Velocidade, na Arábia Saudita ou na Califórnia, para citar os casos mais recentes.

Ao invés, outros países europeus, com a Alemanha à cabeça, consideram que a expansão do AVE é despesismo. Como argumento, usam o facto da maioria das 31 estações da rede não ter um tráfego significativo.

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