O governo de Espanha iniciou o processo para acabar com as portagens em 468 quilómetros de auto-estradas cujas concessões expiram este ano e no próximo.

As vias em causa são AP-1 (Burgos-Armiñón), cuja concessão termina a 30 de Novembro próximo, e AP7 (Alicante-Tarragona) e AP-4 (Sevilha-Cádis), que terminarão os contratos de exploração a 31 de Dezembro de 2019.

Com o objectivo de melhorar o planeamento e o desenvolvimento dessas actuações, foram enviadas cartas aos chefes dos governos regionais por onde aqueles troços passam, como a Catalunha, a Comunidade Valenciana, a Andaluzia e Castela Leão, assim como à Diputación Foral de Álava.

O Ministério do Fomento pretende promover a criação de grupos de trabalho que permitam canalizar os diferentes pedidos e necessidades que são transmitidos de cada comunidade.

Abertis reclama 3 400 milhões

Entretanto, a Abertis reclama do Executivo espanhol mais de 3 400 milhões de euros.

Aquele valor será devido, entende o operador, por garantias de tráfego, obras a serem capitalizadas e queixas por desdobramento de estradas gratuitas em relação às concessões Acesa (AP-7) e Aumar (AP-7 entre Tarragona e Alicante e AP-4 de Sevilha a Cádis).

A concessionária já tentou negociar com os anteriores ministros do Fomento do governo do PP, Ana Pastor e Iñigo de la Serna, a dívida em troca de uma prorrogação do prazo de exploração. Essa opção desapareceu, porém, com os planos do novo governo espanhol de não renovação das concessões actuais.

» Espanha elimina portagens em 468 km de auto-estradas

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