Espanha prepara o aumento da duração das concessões portuárias para captar mais investimento privado. Ao mesmo tempo, o governo de Madrid aposta na criação de um fundo de investimento público.

Três mil milhões de euros, ou uma média de 150 milhões de euros por ano nos próximos 20 anos, é quanto Espanha pretende que os concessionários privados invistam nos portos. O objectivo foi reafirmado pelo secretário de Estado das Infra-estruturas, Rafael Catalá, citado pela imprensa económica do país vizinho.

O governo de Madrid pretende tornar mais atractivo o investimento privado nos portos, aumentando o prazo máximo das concessões, dos actuais 30 para 50 anos. Os concessionários (os principais formaram agora a PIPE, uma plataforma para dialogar com a tutela) queixam-se da degradação dos contratos, por causa da crise, mas Madrid exige antes o aumento do investimento.

Em jeito de comparação, note-se que o PETI português prevê investimentos de 1,5 mil milhões de euros no sistema marítimo-portuário, sendo 945 milhões da responsabilidade de privados. O Governo quer rever as concessões actuais e admite a possibilidade de alargar os prazos dos contratos.

Em Espanha, Rafael Catalá referiu também a próxima criação de um fundo para financiar investimentos públicos nos portos. Os portos canalizarão para esse fundo cerca de metade dos seus lucros, sendo no entanto remunerados por essas aplicações “forçadas”. O fundo deverá arrancar com cerca de 100 milhões de euros, acrescentou o número 2 do Ministério do Fomento.

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