O resgate das nove auto-estradas falidas deverá custar aos cofres de Espanha 1 800 milhões de euros, e não já os 2 000 milhões previstos pelo governo de Madrid no final de 2017.

A revisão em baixa consta da nova versão do Plano de Estabilidade e Crescimento enviado a Bruxelas pelas autoridades espanholas. Mas os 1 800 milhões de euros ficam muito distantes dos 4 000 a 4 500 milhões de euros ainda estimados pelo sector e pelos fundos credores das concessões falidas.

Os encargos para o Estado com as auto-estradas falidas correspondem ao pagamento da Responsabilidade Patrimonial do Estado (RPA).

A Seittsa, a companhia estatal encarregue de reunir as nove concessionárias de auto-estradas falidas e pagar a RPA, começou a gerir os bens em Fevereiro. Já foram assim resgatadas seis ligações.

Quanto às três concessionárias que faltam, espera-se que a reversão das duas radiais de Madrid, a R-3 e R-5, ocorra ainda esta semana, enquanto a da AP-41 Madrid-Toledo aguarda ainda a decisão judicial de liquidação.

Reprivatização em Junho

O próximo passo do plano desenhado pelo Ministério do Fomento é levar as concessões de volta a concurso, em Junho.

As auto-estradas serão licitadas em dois lotes, um com todos as vias localizadas em Madrid e arredores, e o outro com as duas do Levante (a circulação de Alicante e a Cartagena-Vera).

Madrid mantém a previsão de um encaixe de mil milhões com as novas privatizações, apesar de se verificar uma subida do tráfego naquelas vias que, à partida, torna mais apetecíveis os activos..

 

 

 

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