2016 foi um dos piores anos do investimento espanhol na Alta Velocidade. E 2017 não deverá ser muito melhor. Nada que ponha em causa o segundo lugar de Espanha no ranking mundial.

AV Madrid-Valencia

No ano passado, Espanha investiu apenas 244 milhões de euros em novas obras na sua rede de Alta Velocidade. Um corte de 76% (cerca de mil milhões de euros) relativamente a 2015. E um valor que fica a anos-luz dos 4 679 milhões de euros aplicados naquela rede ferroviária ainda em 2008…

Aliás, em termos percentuais, nunca (pela menos na última década…) a Alta Velocidade pesou tão pouco nos investimentos em obras públicas no país vizinho. Os 2,6% de 2016 contrastam com os 11% de 2015 e, mais ainda, com os 22,2% de 2011. Nos anos da crise, o valor mais baixo foi registado em 2010: 6,1%.

Explicações para a travagem do investimento há várias. Desde logo, a conclusão de várias linhas de Alta Velocidade nos últimos anos. Mas também a indefinição governativa resultante das eleições legislativas. Sem esquecer, claro, a falta de recursos e a necessidade de equilibrar as contas públicas.

A propósito, o novo ministro do Fomento, Iñigo de la Serna, já avisou que 2017 será um ano “complicado” para os investimentos em obras públicas pela necessidade de equilibrar as contas do Estado.

Actualmente Espanha tem em construção os corredores de Alta Velocidade para a Galiza, Astúrias, Extremadura, País Basco, Castellón, Granada e Murcia.

No ano em que a Alta Velocidade espanhola comemora as bodas de prata, o pais tem a sua maior rede mundial, com uma extensão de mais de três mil quilómetros. Maior só a chinesa.

 

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