A ESPO defende que a Comissão Europeia passe a reconhecer as ligações marítimas entre portos de um mesmo Estado-membro como Auto-Estradas do Mar (AEM).

 

A recomendação da ESPO foi feita no âmbito do processo de revisão da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T). Actualmente, apenas podem ser consideradas AEM as ligações marítimas entre, pelo menos, dois Estados-membros. Isso deixa de fora as ligações entre dois portos do mesmo Estado-membro, a navegação de cabotagem,  ao contrário do que ocorre no que se refere às estradas ou vias férreas, onde os troços nacionais são considerados como parte da RTE-T.

A ESPO propõe, por isso, que o sector marítimo adquira a mesma relevância que o sector terrestre no novo documento da RTE-T. “A revisão não deve levar a uma mudança completa na orientação das políticas de transporte, pois a lógica das directrizes de 2013 permanece a mesma: alcançar uma rede de infra-estruturas de transporte eficiente, sustentável e multimodal na Europa. No entanto, a Comissão deve aproveitar a oportunidade para nivelar as condições de concorrência entre as ligações marítimas e terrestres”, destacam desde a associação.

“A dimensão marítima deve ser comparada à dos corredores e ligações terrestres”, refere, na mesma nota, a secretária-geral da ESPO, Isabelle Ryckbost.

A ESPO sustenta que a digitalização, os avanços no mercado interno de transporte marítimo com a nova estrutura da Janela Única Europeia e a crescente preocupação ecológica darão um novo impulso ao transporte marítimo na UE, que actualmente representa 30% do tráfego intra-comunitário de mercadorias.

 

 

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