A Comissão Europeia a proposta para o novo Mecanismo Interligar Europa (CEF II). A ESPO concorda com a proposta, mas sublinha a importância do reconhecimento do papel transfronteiriço dos portos.

 

 

A ESPO (Organização Europeia de Portos Marítimos) aplaude o orçamento previsto, a integração de portos nos corredores da rede transeuropeia de transportes, e o equilíbrio entre investimentos na infra-estrutura básica e em infra-estruturas sustentáveis e inteligentes.

A proposta dá prioridade a projectos transfronteiriços e a ESPO realça que a definição de “transfronteiriço” não deve ser limitada a projectos terrestres, mas também incluir a dimensão marítima. Destaca a organização que os portos marítimos devem ser vistos como internacionais e transfronteiriços e, por isso, colocados em patamar de igualdade com outros projectos transfronteiriços.

“Os portos europeus são nós de transporte, energia, indústria e economia azul. Temos de garantir que este papel importante e complexo dos portos europeus como aranhas na rede de transportes seja melhor reflectido no novo CEF”, comentou, em comunicado, a secretária-geral da ESPO, Isabelle Ryckbost, numa primeira reacção à proposta.

Proposta final até meados de 2019

A proposta da Comissão Europeia para o CEF II propõe para o período 2021-2027 um orçamento de 42,3 mil milhões de euros, sendo 30,6 mil milhões para o CEF Transportes.

O documento destaca três objectivos globais: o desenvolvimento de projectos de interesse comum e redes interconectadas (60% da dotação), infra-estruturas para uma mobilidade inteligente, sustentável, inclusiva e segura (40% do orçamento) e a adaptação da rede RTE-T a necessidades militares.

A proposta de Bruxelas, que será agora discutida por Parlamento e Conselho europeus, deverá ser finalizada antes da actual legislatura comunitária, em meados de 2019.

» Bruxelas propõe 30,6 mil milhões para o CEF Transportes

 

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