A cidade do Porto tem desde hoje um novo concessionário privado do estacionamento na via pública. Trata-se da EPorto, consórcio integrado pela Empark, Resopre e Dornier, que venceu o concurso público promovido pela autarquia.

Uma das novidades no sistema de pagamento nos parquímetros é que deixa de ser necessária a colocação do bilhete no interior da viatura. Isto porque no momento de pagar o automobilista terá de digitar também a matrícula do veículo.

Outra novidade é o Telpark, aplicação que permite o pagamento das taxas de estacionamento por telemóvel. A aplicação propõe o fim das moedas e dos recibos na hora de estacionar, pois basta o registo na app para que o tempo cobrado possa ser controlado quer pelo utilizador, quer pela entidade responsável.

Avenças para moradores desde 25 euros/ano

No imediato, há 4 227 lugares de estacionamento pago geridos pela EPorto.

O estacionamento nas zonas do Hospital de Santo António, Cedofeita, Guindais, Sé, Cordoaria e Alfândega será taxado a 50 cêntimos por hora, ao passo que as zonas dos Aliados, Bolhão, Batalha, Carlos Alberto, Trindade, Mouzinho da Silveira e Ribeira terão uma tarifa de um euro por hora.

Os moradores nas zonas agora taxadas pela Eporto podem usufruir de até três avenças de residente por habitação. O custo oscila entre os 25 euros/ano (primeira avença), 100 euros/ano (segunda avença) e 300 euros anuais (terceira avença).

A concessão da gestão do estacionamento na via pública por um prazo de 12 anos representa um encaixe imediato de oito milhões de euros para a Câmara do Porto, acrescido de uma participação de 54% nas receitas brutas da exploração do sistema.

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