Esgotado o prazo para os gregos da Thesarco pagarem o que ofereceram pelo “Atlântida”, Mário Ferreira e a Mystic Invest são a última hipótese para o Estado vender o navio sem ter de pagar mais por isso.

Depois de vencerem o concurso para a venda do “Atlântida”, com uma proposta de 12,8 milhões de euros, os gregos falharam o pagamento, sem resposta nem recado.

Agora, de acordo com o regulamento, será a vez do concorrente classificado em segundo lugar, a Mystic Invest, de Mário Ferreira, ser convidado a ficar com o navio, pagando os oito milhões de euros que ofereceu.

Numa mensagem publicada na sua página do Facebook, ainda antes de ser conhecido este desfecho, o empresário da Douro Azul disse que “cá estaremos para avaliar a situação e ajudar se assim o desejarem…”. E precisou que a sua oferta pelo “Atlântida” foi de 8,75 milhões de euros.

Os planos de Mário Ferreira passavam – ainda passam? – por transformar o ferry “num pequeno paquete para 140 passageiros”. As obras de transformação seriam – serão? – em princípio realizadas em Viana do Castelo, agora nos estaleiros da Westsea.

Com a “fuga” dos gregos, o Estado vê esfumar-se a última hipótese de realizar algum dinheiro com a venda do “Atlântida”, que já representa um prejuízo de 70 milhões de euros. Para vender o navio, o Estado terá ainda de pagar oito milhões de euros à Atlânticoline. O encaixe dos gregos daria um “lucro” de 4,8 milhões. Com a Mystic Invest, o ganho reduz-se para 750 mil euros.

Por este andar, o Estado arrisca-se a pagar para vender o navio, que deveria ter rendido uns 50 milhões de euros aos ENVC.

 

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