Os estivadores temem despedimentos colectivos e dizem ter fortes sinais de que a partir de segunda-feira começarão a chegar trabalhadores precários. Ameaçam parar o porto de Lisboa por tempo indeterminado.

Estivadores

O presidente do sindicato dos trabalhadores portuários do Centro e Sul defende que a greve no porto de Lisboa, que começa amanhã e se prolonga por 20 dias, só terá impacto se as entidades empregadoras contratarem “trabalhadores estranhos à profissão”.

“Sabemos que neste momento estão a decorrer processos de recrutamento e formação de trabalhadores para nos substituírem. A partir de amanhã [sábado], data em que caduca o Acordo Colectivo de Trabalho, vão sentir-se à vontade para pôr trabalhadores estranhos à profissão a fazer o trabalho dos estivadores”, afirmou à “Lusa” António Mariano.

E se isso acontecer (e o sindicato espera-o para segunda-feira), “a greve aplicar-se-á em todas as operações realizadas em qualquer terminal”, alerta o presidente do sindicato dos trabalhadores portuários. Caso contrário, lembra, o sindicato teve este modelo de greve durante seis meses, em 2013, e “só fez greve durante um dia, quando foram postos camionistas de fora a fazer o trabalho dos estivadores”.

A paralisação dos trabalhadores portuários começou por ser marcada para durar dez dias, entre 14 e 24 de Novembro, mas no passado domingo foi emitido novo pré-aviso, agora para o período entre 24 de Novembro e 4 de Dezembro.

Na origem desta greve está a entrada plena em vigor da nova legislação do trabalho portuário e o fim da vigência do Contrato Colectivo de Trabalho, goradas que foram as negociações com os operadores portuários.

António Mariano remata que “tudo indica que o objectivo [dos operadores] é substituir dezenas de trabalhadores”.

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