Os estivadores de Algeciras acusam a Maersk / APM Terminals de querer violar o acordo assinado em 2018, e recusam novas baixas de rendimentos.

A notícia de que a Maersk pretende reduzir a actividade em 30% no porto de Algeciras já em 2020 caiu como um balde de água fria sobre os estivadores do porto espanhol.

Os representantes dos estivadores lembraram a propósito a convenção assinada em 2018, com validade de nove anos, que estabeleceu uma redução salarial de 10% e um período de três anos sem revisões salariais, além da redução do número de trabalhadores. Em troca, a APM Terminals Algeciras (grupo Maersk), comprometeu-se a movimentar até 2,2 milhões de TEU no porto andaluz até 2027.

Do lado dos estivadores, garante-se que não violaram o acordo em vigor. Não obstante, a Maersk comunicou a redução da actividade em Algeciras em 2020, justificando-a com os menores custos unitários de movimentação dos contentores oferecidos por outros portos, como Tanger Med 2.

O grupo dinamarquês fez saber que é necessária a redução dos custos unitários em 20% para não desviar 700 mil TEU por ano de Algeciras.

Os trabalhadores consideram que o comunicado da Maersk “anuncia o incumprimento [da convenção] por parte da APM Terminals”. Assim, embora estejam dispostos a fazer eventuais ajustes, por questões técnicas, da convenção acordada, o mesmo não acontecerá com as condições de trabalho, que consideram inegociáveis.

 

 

 

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