O sindicato dos estivadores de Leixões acusa trabalhadores filiados no sindicato nacional dos estivadores, de Lisboa, de ingerência numa reunião em que seria votada a adesão de mais trabalhadores portuários.

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Em comunicado, o sindicato de Leixões acusa “cerca de dezena e meia de trabalhadores” filiados no “Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos, sediado em Lisboa” de “forma organizada, pré concebida e deliberadamente incisiva” terem provocado a interrupção de uma assembleia geral, ontem.

Na reunião deveria ser votada a adesão de “um conjunto de trabalhadores (mais de cinco dezenas) que, exercendo a sua actividade na área e no âmbito de representação deste sindicato, tinham pedido nele se inscrever”.

De acordo com o comunicado do sindicato de Leixões, a perturbação da assembleia geral começou com “impropérios (…) proferidos para o interior da sala” e culminou com “várias agressões” a um dirigente sindical , “sendo necessário reclamar pela intervenção policial”.

O sindicato conclui denunciando o que diz ser “o comportamento inqualificável e a tentativa de cercear a liberdade de expressão de todos quantos se reveem neste sindicato como a instituição que melhor defende os seus interesses, individuais e colectivos”.

O sindicato dos estivadores de Leixões sempre se tem mantido à margem das iniciativas promovidas pelo sindicato nacional dos estivadores (agora SEAL), sediado em Lisboa, sendo por isso criticado pela alegada conivência com as entidades patronais. O SEAL tem denunciado alegadas práticas “anti-sindicais” no porto nortenho.

O TRANSPORTES & NEGÓCIOS tentou obter uma reacção do SEAL às acusações dirigidas a seus filiados, mas sem sucesso até à publicação deste texto.