O sindicato dos trabalhadores portuários de Lisboa confirmou hoje a greve prevista para iniciar-se na próxima segunda-feira. A Yilport é particularmente criticada no comunicado emitido pelo SEAL.

O pré-aviso de greve é já do passado dia 6 (tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS noticiou oportunamente), mas as negociações prologaram-se até ontem, com uma reunião que poderia ter sido decisiva, mas que, na opinião do sindicato, se revelou um fracasso.

O encontro entre operadores e sindicato deveria ser para discutir os pontos na origem da greve, mas esgotou-se nas discussões prévias, alegadamente, sustenta o SEAL, de reiteradas práticas anti-sindicais pelo grupo Yilport.

E assim sendo, mantém-se a paralisação do porto da capital, entre as 8 horas de segunda-feira, dis 21 de Maio, e as 8 horas de 2 de Junho, a todo o trabalho suplementar, a todo o trabalho aos fins de semana e dias feriados, e a todas as operações em que sejam envolvidos trabalhadores não reconhecidos como trabalhadores portuários.

Como fundamentos para mais esta paralisação, o SEAL refere a não revisão das cláusulas de expressão pecuniária (congeladas desde 2010) para os anos 2017 e 2018, a não definição do modelo de colocação da mão-de-obra previsto no acordo de 2016, e as já referidas práticas anti-sindicais.

 

Os comentários estão encerrados.