Como se previa, os estivadores de Lisboa associados do SEAL aprovaram hoje, em plenário, um pré-aviso de greve dirigido exclusivamente às empresas do Grupo Yilport.

O plenário foi convocado na sequência da contratação pela Porlis de um trabalhador exterior ao efectivo do porto de Lisboa, o que para o SEAL constitui uma violação do Acordo para a Operacionalidade do Porto de Lisboa, firmado entre patrões e trabalhadores em Maio de 2006.

A situação de Lisboa decalca, no essencial, o acontecido no porto de Setúbal, com a Operestiva. E, por isso, agora em Lisboa, como antes em Setúbal, o pré-aviso de greve dirige-se “apenas às empresas do Grupo Yilport, tendo o mesmo eficácia sempre que as mesmas utilizem trabalhadores contratados fora das Convenções Colectivas e Acordos a que estão vinculadas”, refere o comunicado emitido pelo SEAL.

“Pela semelhança das violações laborais detectadas nas empresas detidas por este grupo nos portos de Lisboa e de Setúbal, as formas de luta apenas serão formalmente declaradas uma vez realizada a reunião da Comissão Paritária de Setúbal, agendada para a próxima sexta-feira, dia 15 de Novembro”, acrescenta o texto.

Para o sindicato dos estivadores, o “paralelismo de estratégias ilegais e provocatórias por parte da Yilport comprova o objectivo último deste grupo turco de criar condições para descartar os actuais efectivos de estivadores dos portos nacionais e substituí-los a seu bel-prazer por outros trabalhadores”.

Em Setúbal, a Sadoport, e em Lisboa a Liscont, empresas que receberam os trabalhadores contratados pela Operestiva e Porlis, respectivamente, já contestaram as acusações – e as interpretações dos acordos – feitas pelo SEAL, insistindo na legalidade das suas acções e na liberdade de contratação.

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