Entre 20 e 30 milhões de euros é o custo estimado do acordo alcançado em Roterdão entre os concessionários de terminais de contentores, a autoridade portuária e os sindicatos dos estivadores.

Euromax - Roterdão

O acordo foi alcançado ao cabo de 18 meses de negociações e depois de várias paralisações. No essencial, garante a manutenção dos postos de trabalho dos estivadores até 1 de Julho de 2020.

Na origem do conflito está a crescente automatização dos terminais de contentores (o Maasvlakte II já é 100% automatizado) e a ameaça que isso representa para os postos de trabalho dos estivadores, alegam os sindicatos. No caso de Roterdão, as estruturas sindicais falam na perda potencial de até 800 dos 3 700 empregos existentes até 2017.

O acordo firmado entre os sindicatos e os concessionários prevê a manutenção dos empregos de todos os estivadores efectivos a 1 de Janeiro de 2015 (incluindo os cerca de 120 trabalhadores da RPS, a empresa de trabalho portuário local, que se encontra em falência iminente). Os sindicatos queriam os empregos garantidos até 2022, pelo menos, mas o acordo ficou-se por 1 de Julho de 2020.

Além disso,prevê-se que os estivadores mais velhos, maiores de 60 anos, possam trabalhar 60% e receber 95% do salário, sem prejuízo da pensão, conquanto aceitem reformar-se aos 65 anos.

Segundo estimativas avançadas, o acordo custará 20-30 milhões de euros, a dividir, não se sabe em que proporção, entre os concessionários e a autoridade portuária.

 

 

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