Os estivadores do Terminal XXI anteciparam o fim da greve em Sines. Sindicato XXI e PSA/Laborsines têm agora até ao próximo dia 26 para chegarem a acordo.

A decisão de terminar a greve, com efeitos a partir das zero horas de domingo, foi tomada no sábado, num plenário “urgente”, convocado já na sexta-feira, depois de uma reunião dos dirigentes do Sindicato XXI com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Nesse encontro participaram também a presidente da Associação dos Portos de Portugal, Lídia Sequeira, e o presidente da Comunidade Portuária de Sines (e um dos “fundadores” do Terminal XXI), Jorge d’ Almeida. Segundo o sindicato, o encontro serviu para fazer o ponto da situação da greve e das negociações com a PSA/Laborsines  e para “desmistificar” notícias sobre os resultados operacionais de Sines.

No sábado, os trabalhadores do Terminal XXI decidiram por maioria terminar a greve (ao trabalho nas três últimas horas de cada turno), “para permitir à PSA/Laborsines que tenha liberdade para finalizar o acordo com o Sindicato XXI”.

Ao mesmo tempo foi fixado um “prazo limite para finalizar esta negociação, que termina no dia 26 de Agosto”. Novo plenário foi desde já convocado para dia 27.

Esta greve dos trabalhadores do Terminal XXI iniciou-se na passada segunda-feira, dia 12, e deveria prolongar-se até ao próximo dia 24. Juntou-se a uma outra, de recusa à prestação de trabalho suplementar.

Em causa está a melhoria das condições salariais, que a PSA/Laborsines quer acompanhar de alterações no acordo de empresa. Em causa está também a reintegração de trabalhadores do terminal de contentores de Sines entretanto dispensados (serão já cerca de uma centena).

Sindicato rejeita culpas pelos resultados de Sines

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) afirma no seu último relatório sobre a actividade dos portos do Continente que a greve dos estivadores de Sines já custou a perda de 1,4 milhões de toneladas. O Sindicato XXI rejeita esta interpretação e fala em “mistificação”.

O sindicato dos trabalhadores do Terminal XXI lembra, outrossim, o impacto que teve na actividade de Sines o derrame de um navio da MSC, ocorrido em Abril passado, e que, sustenta, parou o porto durante quase 20 dias.

Acresce o facto, é dito, que a greve só incidiu (até à passada segunda-feira) na prestação de trabalho suplementar, logo, sem impacto relevante na movimentação de cargas no terminal.

A redução da actividade tem sido a principal justificativa da PSA Sines para a dispensa de trabalhadores.

 

 

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