Aos apelos do governo para o fim dos protestos, os sindicatos dos estivadores espanhóis responderam com a convocatória de mais quatro greves parciais de 48 horas.

Estivadores - Algeciras

As novas paralisações estão agendadas para os dias 26 a 28 de Junho, 29 de Junho a 1 de Julho, 3 a 5 de Julho e 6 a 8 de Julho. Nestes casos, porém, as paralisações serão parciais, isto é, acontecerão apenas às horas ímpares, ainda que os seus efeitos vão naturalmente para além dos períodos de interrupção do trabalho.

Nos dois últimos dias, 14 e 15, os portos do país vizinho estiveram praticamente parados pela greve de 48 horas que teve uma adesão de mais de 98% dos estivadores, de acordo com dados das próprias autoridades portuárias. Em comunicado, o Ministério do Fomento quantificou os prejuízos em 110 milhões de euros, que acrescem aos 36 milhões de euros perdidos nos três primeiros dias de paralisações parciais.

Se os prejuízos serão difíceis de quantificar com precisão, certos são os desvios de 34 navios dos portos espanhóis outras paragens, incluindo o Sines, Marselha, Génova, Antuérpia e Roterdão. Algeciras foi o porto mais castigado (com 19 desvios), seguido à distância por Valência, Barcelona e Vigo.

Curiosamente, Barcelona tem-se saído bem nestes tempos de turbulência nos portos espanhóis. Nos primeiros cinco meses do ano, o tráfego de contentores na cidade condal cresceu 27,6% até aos 1,1 milhões de TEU.

 

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