Falhado o acordo com os operadores portuários, os estivadores espanhóis regressam à greve segunda-feira e já convocaram mais cinco dias de paralisações.

Estivadores - Espanha

O pré-acordo entre patrões e sindicatos previa a manutenção de todos os postos de trabalho dos estivadores mesmo com a nova lei. Mas agora, ontem, a Anesco, que representa os operadores portuários, pediu mais 15 dias para fazer um levantamento das necessidades de mão-de-obra porto a porto antes de se comprometer com a manutenção dos empregos.

O pré-acordo de Maio permitiu cancelar os primeiros dias da greve anunciada. O desfecho de ontem  levou os estivadores a retomarem as paragens previstas para segunda. quarta e sexta-feira próximas e a acrescentar-lhe mais cinco dias de paralisação, a começar logo com uma paragem de 48 horas, de 14 a 16 de Junho.

Como inicialmente previsto, as greves acontecerão apenas às horas ímpares, na certeza de que os seus efeitos se farão sentir para lá desse horário. De resto, os simples pré-avisos de greve já afectaram os movimentos de contentores em vários dos principais portos do país vizinho.

Os sindicatos dizem-se enganados pelos patrões, a quem acusam de abusarem da posição de força que lhes confere a nova lei. Os patrões apelam ao governo para por cobro a um impasse que se arrasta há meses.

Por cá, o sindicato dos trabalhadores portuários tem convocada uma greve à operação dos navios e cargas desviados dos portos espanhóis.

This article has 2 comments

  1. antonio carlos

    Por cá o sindicato dos trabalhadores portuários será que é governado por espanhóis?
    Como se compreende que em Espanha se prolongue a greve até 16 de junho e em Portugal se emite um pré aviso até 17 de julho.
    Esta gente deste sindicato só está bem a emitir pré avisos de greve espremido é mais do mesmo
    Não resolvem os problemas deles quanto mais os dos outros.
    Os Espanhóis não querem é que os nossos portos façam concorrência e estes srs. pactuam com isto

  2. Tinha Portugal um ditado que dizia “quando uns não querem outros estão à lamira”.
    Efetivamente os sindicatos nacionais esqueceram as origens!