Os estivadores e o governo espanhol chegaram a acordo para prolongar por seis meses o prazo para a negociação colectiva. Em consequência, as greves pré-anunciadas não avançam.

O acordo foi alcançado ontem (dia 14), numa reunião, realizada no Ministério do Fomento, entre os representantes dos sindicatos dos estivadores, o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Habitação, Julio Gómez Pomar, e o director-geral do Emprego, Xavier Thibault.

Antolín Goya, responsável pelo principal sindicato espanhol dos trabalhadores do sector, a Coordenadora Estatal de Trabalhadores do Mar (CETM), referiu à imprensa, à saída do encontro, que este foi “muito positivo”.

Após a reunião, o próprio Julio Gomez Pomar explicou que o prazo de um ano para a negociação colectiva estipulado no Real Decreto para o desenvolvimento da reforma da lei da estiva será prorrogado por seis meses. Esse alargamento será efectuado, esta quarta-feira (dia 16), através da apresentação à Comissão de Fomento do Congresso dos Deputados de uma emenda à Lei do Orçamento.

Os sindicatos fazem um balanço positivo da reunião e elogiam a fórmula acordada, entendendo que seis meses é um prazo razoável para implementar os pactos entre trabalhadores e empresas do sector, o que permite transmitir uma mensagem de normalidade nos portos, o que é essencial para garantir que os números dos portos espanhóis  continuem a crescer.

O Real Decreto que instituiu a reforma do trabalho portuário em Espanha tem um ano, mas esse ano volvido ainda não foi publicado o Regulamento que deverá reger a negociação colectiva do sector. Perante o impasse, os sindicatos ameaçaram retomar as greves em todos os portos do país viznho.

 

 

 

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