Um dia depois de ter aceitado reiniciar as negociações de um novo CCT, o sindicato dos estivadores anuncia o prolongamento da greve no porto de Lisboa até ao próximo dia 31 de Janeiro.

Porto de Lisboa

O novo pré-aviso é datado de 21 de Dezembro mas só hoje foi tornado público. Aplica-se ao período de 7 a 31 de Janeiro e só será accionado se os operadores portuários – que ontem também aceitaram retomar as negociações – utilizarem “trabalhadores estranhos à profissão”.

A actual greve dos trabalhadores portuários iniciou-se a 14 de Novembro, dia em que deixou de vigorar o anterior Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) e passou a aplicar-se plenamente a nova legislação geral do trabalho portuário. Neste cerca de mês e meio os trabalhadores portuários nunca terão recusado realizar trabalho mas, na prática, os atrasos nas operações levaram à debandada de vários armadores, com a Maersk Line e a Hapag-LLoyd à cabeça.

As negociações cm vista a celebrar um novo CCT para o Porto de Lisboa foram interrompidas em meados de Março, após 36 reuniões ao longo de um ano.

Ontem, após reuniões com a ministra do Mar, operadores e sindicato aceitaram reiniciar as negociações, com o intuito de chegar a um consenso no prazo de um mês.

Em declarações aos jornalistas, no final das reuniões para tentar “promover a paz social” no Porto de Lisboa, Ana Paula Vitorino explicou que “as duas partes responderam ao apelo e vão sentar-se a conversar, sob a coordenação do Porto de Lisboa”.

“Acho que é possível chegarmos a um acordo”, declarou a governante, realçando que “todos têm que ceder”.

 

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