O Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) nega, em comunicado, a existência de quaisquer contactos com a Yilport sobre a greve em curso, pela qual responsabiliza a holding dos terminais de contentores.

Estivadores responsabilizam Yilport pela greve

A nota difundida pelo SEAL ontem, na véspera da manifestação nacional de estivadores, visa uma comunicação da Yilport Ibéria dirigida aos clientes a propósito da greve dos estivadores ao trabalho portuário que, no caso, está a afectar particularmente as operações em Lisboa (Yilport Liscont e Yilport Sotagus) e Setúbal (Yilport Setúbal).

No texto, a holding que agrega os interesses da Yilport Holding na Península Ibérica, reconhece os prejuízos operacionais decorrentes da greve, ao mesmo tempo que garante estar a “procurar implementar uma comunicação mais profissional entre o sindicato [SEAL] e a gestão”.

A holding afirma, mais adiante, ter “a forte convicção de que a greve terminará muito em breve, e as nossas relações com o sindicato continuarão a melhorar dia a dia”. E reforça: “Estamos a desenvolver os melhores esforços para finalizar esta greve inadequada, o mais rapidamente possível”.

Em jeito de resposta, o SEAL garante que “desde 28 de Junho de 2018, data em que o Acordo de Lisboa foi assinado pela Yilport, (…) não existiu entre a Yilport e o SEAL qualquer comunicação”.

E, por isso, pergunta como pode “a Yilport informar os seus clientes de que “a greve terminará em breve” e, mais absurdo ainda, de que “as relações com o sindicato continuarão a melhorar dia a dia”? Que relações?”

Antes, o sindicato dos estivadores acusa a Yilport de não assumir “perante os seus clientes que a sua incapacidade em manter serviços minimamente operacionais não se deve a uma greve ao trabalho normal, mas apenas ao trabalho suplementar”. E insiste em responsabilizar a holding pela crise vivida nos portos, por causa de Leixões.

 

 

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