A greve de 24 horas dos estivadores está a ter uma adesão de 100% dos membros do SEAL, avança o sindicato. Os portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz são os mais afectados, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Greve dos estivadores paralisa portos

A paralisação de 24 dos estivadores iniciou-se às 8 horas de hoje e prolonga-se até às 8 horas de sábado. A greve é nacional – só Viana do Castelo e Aveiro ficam de fora – e visa sobretudo denunciar as alegadas “práticas anti-sindicais” que se verificarão nos portos de Leixões e do Caniçal.

“Esta greve foi declarada na sequência de um manifesto, feito há um ano, que denunciava situações de perseguição aos sócios do SEAL, [nomeadamente], nos portos de Leixões e do Caniçal, situações essas que se têm vindo a agravar”, justificou à “Lusa” o presidente do sindicato nacional dos estivadores..

De acordo com o sindicalista, em Leixões, “a partir do momento em que os trabalhadores se filiaram no sindicato, os seus rendimentos passaram para metade”, existindo, por outro lado, ofertas de “milhares de euros” para os
trabalhadores se desfiliarem.

Mas os portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz são os mais afectados pelo protesto, estando aí as operações totalmente paralisadas, como avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS uma fonte dos agentes de navegação. Em Leixões, as operações decorrem normalmente, e no Caniçal “os ritmos são mais lentos”, acrescentou a mesma fonte.

Nova greve a 13 de Agosto

Ontem mesmo, e tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS avançou em primeira mão, o SEAL convocou nova greve, para vigorar durante quatro semanas, entre 13 de Agosto e 10 de Setembro.

Neste caso, a paralisação incidirá na prestação de trabalho suplementar, sendo certo que, sustentam do sindicato,  “a meio de Maio” costuma estar atingido o limite legal de 250 horas extraordinárias por ano, uma vez que o “volume de trabalho é muito superior ao número de efectivos e os trabalhadores eventuais não são suficientes nem em número, nem em formação para as tarefas específicas”.

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