O sindicato dos estivadores (SEAL) anunciou o prolongamento até 8 de Outubro e o agravamento da greve nos portos nacionais.

Estivadores prolongam greve até 8 de Outubro

A greve dos estivadores ao trabalho extraordinário iniciada no passado dia 13 e que deveria terminar a 10 de Setembro vai, afinal, prolongar-se até 8 de Outubro, anunciou hoje o Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL).

No comunicado emitido a propósito – e a que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS teve acesso – o SEAL justifica o prolongamento do protesto com a “imutabilidade das razões iniciais, que se prendiam com o combate às práticas anti-sindicais”, em especial nos portos de Leixões e do Caniçal, a que acrescerão “violações da lei que regula o direito à greve” nos portos de Leixões, Figueira da Foz, Caniçal e Praia da Vitória.

O SEAL alega a utilização de trabalhadores “sem qualificações” e a contratação “ilegal” de “novos trabalhadores após a declaração de greve a 26 de Julho”.

SEAL endurece o protesto

Em consequência, o SEAL mantém a greve ao trabalho suplementar (sábados, domingos e feriados incluídos) e prolonga-a até 8 de Outubro (praticamente um mês mais), mas acrescenta outros “avisos”.

Desde logo, a greve incidirá também sobre qualquer operação portuária em que intervenham “trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente efectivo e eventual à data de 1 de Julho” passado.

Mais, os estivadores associados do SEAL recusarão também trabalhar, em qualquer porto, “durante as primeiras 72 horas após a entrada na respectiva área de jurisdição portuária” de navios que tenha sido operados no Caniçal, com recurso “a qualquer mecânico, electricista ou qualquer outro trabalhador estranho à profissão, nomeadamente aqueles que trabalham para outras empresas ligadas aos sócios ou administradores da OPM ou da ETPRAM”, e na Praia da Vitória, usando “trabalhadores (…) contratados após a emissão do anterior pré-aviso de greve”.

Na Figueira da Foz, a paralisação será geral, todas as terças e quintas-feiras, por alegadas “violações muito graves aos artigos 535 e 540 do CT”.

A greve iniciada a 13 de Agosto incide praticamente em todos os portos do Continente (salvo Viana e Aveiro) e regiões autónomas, mas tem especial impacto em Lisboa, onde se concentra a maioria dos associados do SEAL.

Este artigo tem1 comentário

  1. luís pereira

    Todos presos estes comunas, os mesmos que param a AUTOEUROPA, não trabalham vão para a rua, Portugal para quem quer trabalhar e não para os preguiçosos que vivem à custa dos que trabalham de verdade todos dias !