A greve dos estivadores vai prolongar-se até 1 de Janeiro. A decisão foi ontem tomada num plenário do SEAL, antes da manifestação realizada em Lisboa.

Greve dos estivadores chega ao fim do ano

No fundamental, mantém-se a greve ao trabalho suplementar (isto é, para além do horário normal e aos sábados, domingos e feriados), mas são agravadas as condições em que a paralisação dos estivadores pode ocorrer a qualquer momento, de acordo com o pré-aviso divulgado pelo SEAL.

Por exemplo, a greve acontecerá sempre que qualquer trabalhador – efectivo ou eventual – realize trabalho suplementar.

A greve acontecerá também – indica o sindicato – sempre que sejam utilizados trabalhadores contratados depois de 1 de Julho, ou quando trabalhadores de categorias superiores sejam colocados a desempenhar funções de categorias inferiores.

A paralisação será total, em qualquer dos portos abrangidos, nas primeiras 72 horas após a entrada na área de jurisdição portuária de qualquer navio operado nos portos do Caniçal ou da Praia da Vitória com recurso a trabalhadores não portuários, ou contratados após o primeiro pré-aviso de greve (26 de Julho).

Mantém-se a greve de 24 horas às terças e quintas-feiras no porto da Figueira da Foz.

A paralisação dos trabalhadores portuários iniciou-se a 13 de Agosto, para terminar a 10 de Setembro, mas no entretanto foi prolongada até 8 de Outubro e, agora, para 1 de Janeiro. A cada novo pré-aviso, as condições vão endurecendo.

No essencial, os fundamentos invocados pelo SEAL para justificar a greve mantêm-se: práticas anti-sindicais em Leixões e no Caniçal, violações do CT na Figueira da Foz, o rasgar do acordo alcançado em Lisboa,…

A paralisação abrange os portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória. O porto da capital é, de longe, o mais prejudicado pela representatividade do SEAL entre os trabalhadores portuários locais.

 

 

 

 

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Este artigo tem2 comentários

  1. Como bons comunistas os estivadores limitam-se a destruir valor na nossa sociedade, é deles única e exclusivamente a culpa de Portugal ser juntamente com Grécia o país mais pobre da UE e assim continuará durante as próximas décadas seja no porto de Lisboa seja na AUTO-EUROPA, etc, GRANDE VERGONHA !

  2. Luís Pereira vergonha é o teu comentário vai lamber o cuzinho ao patrão que tu deves ser desses está visto,lutaremos sempre pelos nossos direitos