A primeira viagem comercial do “Volcán de Tinamar”, prevista para hoje, foi adiada uma semana. O director da linha Portimão-Funchal fala em questões burocráticas em Espanha, mas com isso ganha-se tempo enquanto se aguarda pela autorização do IPTM para operar no Funchal.

O “Volcán de Tinamar”, o novo navio com que a Naviera Armas pretende operar a ligação entre Portimão e o Funchal (e as Canárias), ainda não tem autorização do IPTM para escalar o porto da Madeira.

O impasse terá sido gerado pelas dúvidas levantadas pelos pilotos do Funchal sobre a segurança da entrada no porto de um navio de tais dimensões. Em particular foi referido o caso da amarração de uma nau turística que ali se encontra fundeada.

A questão ganhou acuidade a poucos dias do início da operação do novo navio. Há poucos meses, o “Volcán de Teide”, navio-gémeo do “Volcán de Tinamare”, esteve duas vezes no Funchal “sem quaisquer problemas”, disse ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o director da linha no representante português do armador espanhol.

A reunião realizada na segunda-feira, no Funchal, entre representantes dos pilotos, do armador e da administração portuária terá servido para esclarecer alguns pontos, confiando o director da linha que “a autorização do IPTM será dada nos próximos dias”.

O “Volcán de Tinamar” deveria ter zarpado hoje de Tenerife, mas “questões relacionadas com a certificação do navio em Espanha” inviabilizaram a viagem, que deverá agora acontecer na próxima semana. Até lá, espera o armador que a autorização do IPTM seja concedida.

O “Volcán de Tijarafe”, que está a efectuar o serviço – “e que se manterá enquanto durar o impasse” – tem viajado “com taxas de ocupação acima dos 90%, quer nas passagens, quer na carga”.

O “Volcán de Tinamar” é maior, podendo acomodar cerca de 1 450 passageiros e “2 010 metros lineares de carga”, referiu o director da linha.

Esta não é a primeira vez que a operação da Naviera Armas no Funchal é alvo de reparos. Anteriormente, o armador espanhol foi contestado por transportar semi-trailers, razão por que agora apenas aceita camiões e conjuntos tractor-trailer.

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