A pegada de carbono do metro ligeiro é substancialmente inferior à dos autocarros, de acordo com um estudo comparativo realizado pela Alstom e a Carbone4, uma consultora especializada em estratégias de redução das emissões de CO2.
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Para realizar este estudo, a Alstom e a Carbone4 analisaram a pegada de carbono das duas opções de transporte ao longo de todo o ciclo de vida: construção, exploração e manutenção. A conclusão é que um sistema de metro ligeiro emite metade de CO2 do que autocarros diesel e 30% menos do que autocarros híbridos.

A análise incidiu sobre uma linha na Bélgica com 10 quilómetros de comprimento, com capacidade de 6400 passageiros/hora em cada sentido e um ciclo de vida de 30 anos. Segundo o estudo, 20 metros ligeiros permitem dar a mesma resposta de transporte que 98 autocarros híbridos plug-in ou 102 autocarros eléctricos.

As duas entidades indicam que os autocarros oferecem vantagens de curto prazo para a implementação da linha (desde logo nos custos, que são 2,2 vezes inferiores), mas que no médio e longo prazo a posição inverte-se, até pelo ciclo de vida mais longo: 15 anos nos autocarros e 30 no metro ligeiro.

Os resultados do estudo da Alstom e Carbone4 foram apresentados na COP22, Conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, que decorre em Marraquexe até dia 18.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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