Foram apenas cinco os grupos privados a participar no processo de consulta pública lançado pelo Governo sobre a concessão do serviço de transportes fluviais da Transtejo/Soflusa.

A lista não tem surpresas. Mostraram-se interessados no processo os grupos Barraqueiro, Arriva e Transdev, que desde a primeira hora se disseram dispostos a “ir a todas” as concessões de transportes, e também os grupos ETE e Sousa.

Os grupos ETE e Sousa são, claro, os mais experientes na gestão e operação de transporte marítimo. O Grupo ETE opera mesmo no transporte fluvial de mercadorias no Tejo. E o Grupo Sousa tem know-how acumulado no transporte marítimo de passageiros (e integra o consórcio que venceu o terminal de cruzeiros de Lisboa).

Entre os grupos Barraqueiro, Arriva e Transdev, apenas este último opera “ferries” de transporte de passageiros, em França, na Holanda, na Suécia e a na Austrália.

Em 2012, recorde-se, a Transdev e o Grupo ETE (representado pela S&C) assinaram um memorando de entendimento para acorrerem juntos à concessão do serviço da Transtejo/Soflusa, e terão mesmo elaborado uma proposta estratégica para “dar a volta” à empresa, que previa a manutenção da oferta, o reforço do fundo de maneio e ajustamentos no quadro de pessoal.

A Transtejo registou no ano passado um prejuízo de 19,9 milhões de euros.

O Governo pretende avançar com a concessão ainda este ano, mas só depois de concluir os processos do Metropolitano e Carris, em Lisboa, e da Metro e STCP, no Porto.

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