O Grupo ETE projecta investir cinco milhões de euros no transporte de mercadorias no Tejo. Os primeiros dois milhões foram aplicados no novo rebocador-empurrador. Os restantes três milhões destinam-se ao porto fluvial de Castanheira do Ribatejo, que aguarda “luz verde” do Ambiente.

Baía do Seixal

Com o “Baía do Seixal”, o novo rebocador construído na Navaltagus, hoje baptizado, o rio Tejo torna-se navegável até Valada do Tejo. Isto porque, mercê dos seus reduzidos calado e comprimento, a embarcação pode manobrar barcaças em zonas estreitas e sinuosas do rio até aqui inacessíveis, garante Miguel Trovão, director do estaleiro do Grupo ETE.

O Tejo já contou dez portos fluviais, hoje resistem apenas quatro. Em breve, talvez já no próximo ano, poderá surgir mais um, em Castanheira do Ribatejo. O Grupo ETE aguarda apenas o parecer favorável das autoridades do Ambiente para avançar com a construção do cais, paredes-meias com a plataforma logística de Lisboa Norte. A infraestrutura custará um milhão de euros, a que acrescerão dois milhões para os equipamentos.

Nos planos do Grupo ETE, a actividade em Castanheira do Ribatejo será alavancada pelo transporte de contentores entre a plataforma logística e os terminais do porto de Lisboa. Com isso se resolverão os constrangimentos nas acessibilidades terrestres aos terminais da margem Norte… ou se facilitará o vai-vem com o terminal anunciado para a margem Sul.

As previsões apontam para a retirada das estradas de 250 camiões/dia, numa primeira fase, podendo chegar aos 750 camiões/dia, sendo que uma barcaça pode transportar o equivalente a 70 camiões.

No baptismo, o “Baía do Seixal” teve como madrinha a ministra do Mar. Luís Nagy, CEO do Grupo ETE, aproveitou a presença de Ana Paula Vitorino e lembrou que “para que o Grupo ETE possa manter as actividades que desenvolve e possa continuar a investir, é imprescindível que o Estado dê às empresas portuguesas que actuam nas áreas da operação portuária, do transporte fluvial de mercadorias e do transporte marítimo, condições e apoios semelhantes aos existentes nos restantes países comunitários”.

 

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