A poucos dias do prolongamento  da paralisação dos estivadores, a ETP da Figueira da Foz (Fozpor) rejeita, em comunicado, as “caluniosas atoardas” divulgadas pelo SEAL no pré-aviso de greve.

Operadores da Figueira da Foz criticam SEAL

No caso concreto do porto da Figueira da Foz, directamente visado nas denúncias do sindicato dos estivadores, por “violações muito graves aos artigos 535 e 540 do CT”, a Fozpor garante que “nenhum dos operadores portuários violou” a proibição de “substituição de grevistas, durante a greve, por pessoas ou empresas contratadas para esse fim” (art.º 535), nem colocou em causa em causa, “fosse por que modo fosse, as liberdades com que o legislador protege os grevistas” (art.º 540).

De resto, sublinha a ETP figueirense, o SEAL não terá identificado “tais hipotéticas violações”.

À “maior precarização da mão-de-obra portuária” denunciada pelo sindicato dos estivadores, a Fozpor contrapõe que “só nos tempos mais recentes, foram integrados nos quadros 14 trabalhadores”.

A empresa de trabalho portuário critica ainda o “comportamento anti-negocial” do sindicato, sustentando que o SEAL se “recusa, desde há vários meses” a reunir com os operadores da Figueira da Foz sobre o novo CCT, depois de, alega, os operadores terem concedido “um conjunto significativo de regalias, por conta da futura Convenção Colectiva”.

O comunicado da Fozpor termina alertando para os prejuízos à economia nacional e regional decorrentes da greve dos estivadores.

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