A Associação-Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (AETPL) está em falência técnica e à beira da insolvência. A extinção poderá acontecer dentro de mês e meio.

ETP de Lisboa está em falência técnica

O diagnóstico foi feito pela consultora EY para os operadores do porto de Lisboa, accionistas da AETPL, isto é, os grupos Yilport, ETE e TMB, e divulgado pelo “Observador”.

Segundo a consultora, a ETP de Lisboa está a braços com uma quebra da actividade (por força das sucessivas greves dos estivadores) e um aumento dos custos (em resultado do acordo com os sindicatos, em 2016, que garantiu a paz social em 2017).

O quadro do pessoal da ETP da capital conta 159 estivadores efectivos e 35 eventuais, que a EY considera demasiados para o trabalho existentes. E que, diz a consultora, ganharão mais que a média dos seus colegas de Leixões ou Sines.

A consultora avisa, pois, que se a situação se mantiver como está, a ETP ficará à mercê dos credores, arriscando a insolvência iminente.

A alternativa passará por mudanças drásticas, com a EY a sugerir que só “a adequação da estrutura de custos da AETPL à estrutura de um dos concorrentes para o qual o porto de Lisboa tem perdido maior actividade, isto é,
o porto de Leixões, ainda que de forma provisória, permitiria viabilizar a actividade da Empresa e assegurar a totalidade dos postos de trabalho”.-

Confrontados com esta situação, avança o “Observador”, haverá entre os accionistas/clientes da ETP de Lisboa quem admita extinguir a empresa, se nada acontecer num prazo de mês e meio.

Esta não é a primeira vez que a ETP de Lisboa está em apuros. A extinção, essa sim, seria uma novidade absoluta na capital. Mas já aconteceu em Aveiro.

 

Comments are closed.