O vice-presidente dos EUA anunciou que a Administração Obama proporá um investimento de 53 mil milhões de dólares em seis anos, para desenvolver uma rede ferroviária de Alta Velocidade.

O primeiro passo será dado ainda este mês, quando da apresentação da proposta do próximo Orçamento anual. Será nele inscrita uma primeira tranche de oito milhões de dólares “para aumentar o acesso dos americanos aos serviços dos comboios de Alta Velocidade”, acrescentou Joe Biden.

Os planos da Administração Obama apontam para que num horizonte de 25 anos 80% dos norte-americanos tenham acesso facilitado à Alta Velocidade.

As intenções da Casa Branca deverão esbarrar na oposição dos Republicanos, que detêm a maioria no Congresso, onde a proposta de Orçamento terá de ser aprovada. A Oposição sustenta que não cabe ao governo desenvolver a Alta Velocidade, mas sim às empresas privadas. E critica o “sistema de estilo soviético” da Amtrak, empresa que diz ser estruturalmente deficitária.

Os investimentos públicos nas infra-estruturas ferroviárias norte-americanas criarão três níveis de rede, com diferentes padrões de serviços. A rede nacional deverá permitir a circulação de comboios a velocidades entre os 200 e os 400 km/hora.

Ao contrário do Japão, da Europa e, mais recentemente, da R.P. China, os EUA tardaram a despertar para a Alta Velocidade, e mesmo descuidaram a rede ferroviária convencional em favor do transporte rodoviário e do transporte aéreo.

No seu último discurso sobre o Estado da Nação, Barak Obama enumerou o ensino, a investigação e as infra-estruturas como as três áreas preferenciais para investir se os EUA quiserem enfrentar o crescente poderio de países com a R.P. China ou a Índia.

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