A Maersk Line e a MSC dizem não precisar do ok de Pequim à sua aliança 2M, mas os EUA só deverão tomar uma decisão (essa sim, essencial) depois de auscultarem as autoridades chinesas.

Em declarações ao “The Wall Street Journal”, William Doyle, um dos membros da Comissão Maritima Federal (FMC), que terá de autorizar a aliança, deixou bem claro que “os parceiros da 2M podem dizer o que quiserem, mas o que é importante é o que a China entender”.

A aliança 2M será um dos temas da reunião entre as autoridades da Concorrência e da R.P. China, prevista para Novembro, em Xangai.

A FMC tem 45 dias para se pronunciar sobre a aliança proposta, no que concerne às ligações com a América do Norte, mas Doyle afirmou também que o mais provável é que o prazo seja prolongado porque há questões que terão de ser esclarecidas no entretanto.

Em Junho, as autoridades chinesas recusaram a aliança P3, que juntaria a Maersk Line, a MSC e a CMA CGM. A FMC aprovou-a e a União Europeia não se opôs.

A aliança 2M assume-se como um típico VSA (Vessel Share Agreement), pelo que não terá de passar pelo crivo da China e da Europa (nos EUA as regras são diferentes). Mas desta feita, e ao contrário do que seria expectável, o ok de Washington não é garantido.

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