Os EUA anunciaram novas taxas sobre bens produzidos na China, penalizando mais 300 mil milhões de dólares de exportações chinesas para os “States”.

 

Em comunicado, o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, afirmou que a lista cumpre com a ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, de taxar em 25% a quase totalidade das importações oriundas da China.

O comunicado surge depois de Pequim anunciar um aumento das taxas alfandegárias sobre 60 mil milhões de dólares de bens importados dos EUA, em retaliação pela entrada em vigor naquele país, na sexta-feira passada, de taxas alfandegárias de 25% sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares de bens importados da China.

Desde o Verão passado, os governos das duas maiores economias do mundo impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um.

Em Dezembro passado, Washington e Pequim acordaram um período de tréguas, entretanto prolongado em Março.

No entanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no domingo passado que os EUA iam aumentar as taxas alfandegárias, acusando os chineses de voltarem atrás com compromissos feitos anteriormente.

A lista de itens atingidos pelas novas taxas inclui computadores portáteis, equipamentos industriais e uma variedade de produtos agrícolas, mas exclui produtos farmacêuticos e terras raras.

No cerne das disputas está a política de Pequim para o sector tecnológico, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes actores globais em sectores de alto valor acrescentado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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