A Comissão de Transportes do Parlamento Europeu rejeita a intenção da Comissão de “liberalizar” a circulação dos mega-camiões, ao mesmo tempo que aceita flexibilizar os pesos e dimensões máximos em nome da segurança, do ambiente e intermodalidade.

A Comissão pretendia estabelecer a livre circulação dos mega-camiões (mais de 18,75 metros e mais de 40 toneladas) entre países vizinhos que não a impedissem dentro das suas próprias fronteiras.

O Parlamento Europeu insistiu, porém, na necessidade de ser feito uma avaliação sobre os impactos da circulação internacional dos mega-camiões. Rejeitou, por isso, as propostas de alteração da Directiva apresentadas pela Comissão e instou-a a voltar ao assunto em 2016, já munida dos resultados dos estudos necessários.

Ao invés, os eurodeputados aceitaram as propostas de mexer nos pesos e dimensões dos veículos para permitir aumentar a sua segurança (e a dos demais), reduzir os impactes ambientais e facilitar a intermodalidade.

Assim, e de acordo com a proposta da Comissão, as cabinas poderão tornar-se maiores, se com isso aumentarem as suas capacidades aerodinâmicas e/ou melhorarem a visibilidade do motorista relativamente a peões ou ciclistas, por exemplo.

Do mesmo modo, foi aceite a possibilidade de colocar flaps aerodinâmicos de até 50 centímetros de largura na traseira dos camiões, para melhorar a aerodinâmica e reduzir os consumos e as emissões.

Ainda no referente às medidas, os veículos utilizados no transporte combinado rodo-ferroviário ou rodo-marítimo poderão ser 15 centímetros mais compridos, para facilitar o transporte de contentores de 45”.

No que toda aos pesos máximos, os eurodeputados aceitaram um aumento de até uma tonelada nos casos em que os veículos recorram a sistemas de propulsão alternativos, tradicionalmente mais pesados que os normais motores a gasóleo. Com esta excepção pretende-se estimular a utilização de energias alternativas ou, no mínimo, não penalizar a operação comercial dos transportadores que a elas adiram.

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