A Comissão Europeia anunciou a entrada em funcionamento dos últimos três dos nove corredores ferroviários de mercadorias que integram a Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T).

RTE-T

Os corredores que estavam em falta eram o Corredor Ferroviário n.º 8, o Corredor Ferroviário n.º 5 e o Corredor Ferroviário n.º 3. Ou outros seis, entre os quais se conta o Corredor Ferroviário n.º 4, ou Corredor Atlântico, que liga os portos portugueses a Espanha, França e Alemanha, já arrancaram em Novembro de 2013.

Está assim completa uma rede que, de acordo com a comissária europeia dos Transportes, Violeta Bulc, “reforça a competitividade dos caminhos-de-ferro na Europa”.

O Corredor Ferroviário n.º 8 une o Norte da Europa com o Mar Báltico. Este Corredor liga portos como Roterdão, Antuérpia e Hamburgo com o centro da Alemanha, Polónia, República Checa e Lituânia.

O Corredor Ferroviário n.º 5 liga os mares Báltico e Adriático, ligando os portos polaco de Gdansk ao italiano de Ravenna. Os países abrangidos são, além de Polónia e Itália, República Checa, Eslováquia e Áustria.

Já o Corredor Ferroviário n.º 3 conecta a Escandinávia e o Mediterrâneo. Estocolmo, Oslo, Copenhaga, Hamburgo, Innsbruck e Palermo são as cidades abrangidas.

Os corredores ferroviários são geridos em parceria pelas gestoras de infra-estruturas ferroviárias nacionais envolvidas. Mas a ideia é apresentarem-se ao mercado numa lógica de “one stop shop”.

O arranque dos corredores não significa a conclusão dos trabalhos de construção / modernização. Pelo contrário, os investimentos nos corredores ferroviários da rede “core” são fortes candidatos aos apoios do CEF (Mecanismo Interligar a Europa). Veja-se o caso de Portugal, que ainda não avançou com as grandes obras anunciadas para o “nosso” corredor Atlântico (entendam-se as ligações Évora – Caia e Aveiro – Vilar Formoso).

 

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