Depois de uns extraordinários 12,4% verificados em Fevereiro, o mercado mundial de carga aérea registou em Março uns mais modestos 1,6%. A Europa continuou no vermelho. Tal como a América Latina.

Carga aérea

A IATA já tinha avisado quando da divulgação dos resultados de Fevereiro. “Aqueles” 12,4% de crescimento eram extraordinários porque muito influenciados pelo Ano Lunar chinês e pelo bloqueio dos portos da costa Oeste dos EUA. E, de facto, em Março o sector voltou à normalidade, com uma subida homóloga de 1,6%.

As companhias do Médio Oriente avançaram 10,6%, as da Ásia-Pacífico 2%, as da América do Norte 0,8%. África subiu 2,4%.

Contra a corrente, o mercado europeu retraiu-se mais 2,4% e a América Latina 6,4%. No caso da Europa, continuam a tardar os sinais de retoma e o impasse em torno da dívida pública grega não ajuda.

No balanço do primeiro trimestre, a IATA sublinha que os 5,3% de crescimento acumulado nos volumes transportados são até ligeiramente superiores ao previsto para este ano, o que quererá sinalizar que a tendência era para se manter embora não sejam expectáveis acelerações de ritmo ao longo de 2015.

Uma vez que a oferta de capacidade apenas aumentou 4,7% no trimestre, em termos homólogos, a taxa de ocupação dos aviões subiu para 45,8%. Ainda assim um valor baixo.

O Médio Oriente lidera os ganhos nos volumes transportados, com uma subida homóloga de 13,8% (44,2% de taxa de ocupação). Mais relevante é, todavia, a subida de 8,4% experimentada pelas operadoras da Ásia-Pacífico (54,5% de load factor). A América do Norte avança 2,9% (36,7% de utilização da capacidade) e África sobe 4,4% (30,4%).

Na Europa, os volumes transportados recuaram 0,4% (e a Europa já teve uma fraca performance em 2014) e a taxa de ocupação caiu para 47,4%. Na América Latina, as perdas acumuladas elevam-se a 7,8%, quedando-se a utilização da capacidade nos 37,7%.

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