A associação dos armadores da União Europeia e a federação europeia de marinheiros querem que Bruxelas actue no Golfo da Guiné para evitar o agravamento da pirataria.

Numa posição conjunta, a ECSA e a ETF defenderam que a Comissão Europeia replique na costa ocidental de África as medidas implementadas, com sucesso, ao largo da Somália. Ou seja, a manutenção de uma forma militar permanente nas águas internacionais da região, complementada com a actuação das marinhas e das guardas costeiras nas águas territoriais dos países abrangidos.

A actividade dos piratas nas águas do Golfo da Guiné tem aumentado nos últimos meses, ao invés do que se verifica ao largo da Somália, na região do Corno de África e do Golfo de Aden.

A ECSA e a ETF defendem, por isso, que o problema seja atacado de imediato, de modo a evitar uma escalada que poderá colocar em risco o tráfego de mercadorias com os países da região e mesmo a passagem de navios nos sentidos Norte-Sul/Sul-Norte.

Para além do estabelecimento de uma força naval nas águas da região, armadores e marinheiros sugerem que a União Europeia apoie financeiramente os estados da região para melhorarem as suas capacidades navais, e que incentive a cooperação entre os países vizinhos.

A ECSA e a ETF defendem ainda a criação de um registo das ocorrências de pirataria no Golfo da Guiné, de modo a permitir uma correcta monitorização e avaliação do problema.

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