Apesar de ter crescido, a Eurotunnel regressou aos prejuízos no ano passado por causa do impasse nas indemnizações pelo incêndio ocorrido em 2008. As actividades de carga da companhia estiveram em alta.

A Europorte, a subsidiária do grupo Eurotunnel para o negócio do transporte ferroviário de mercadorias, contribuiu com 98 milhões de euros para o volume de negócios consolidado de 737 milhões de euros.

A companhia adquiriu em Novembro de 2009 quatro subsidiárias francesas e em Maio do ano passado comprou a GBRf, o maior operador britânico de transporte ferroviário de mercadorias. Os resultados estão à vista.

Em alta esteve também a actividade dos shuttles que a Eurotunnel realiza sob a Mancha para o transporte de camiões. O tráfego cresceu 42%, com a movimentação de mais de um milhão de veículos.

Em sentido contrário, o tráfego de comboios de mercadorias (da DB Schenker, da SNCF e da própria Europorte) decaiu 13% em termos homólogos para cerca das duas mil composições. Nos volumes transportados a quebra ficou-se pelos 4% mantendo-se na casa dos 1,1 milhões de toneladas.

O grupo Eurotunnel divulgou hoje os seus resultados financeiros anuais. As receitas consolidadas atingiram os 737 milhões de euros (mais 26% a uma taxa de câmbio constante), sendo 366 milhões dos serviços “shuttle” (mais 15%), 263 milhões da exploração da infra-estrutura ferroviária e 98 milhões da Europorte.

O resultado líquido foi negativo em 57 milhões de euros, contra os lucros de sete milhões do ano anterior. Mas em 2009 a companhia contabilizou 69 milhões de euros de indemnizações pelo fogo de 2008 e em 2010 não recebeu nada do que esperava.

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