Desde o início do mês, a Eurostar chama-se Eurostar International e é uma joint-venture tripartida.

A nova Eurostar International é detida em 55% pela francesa SNCF, que assim mantém a maioria do capital. O Estado britânico controla 40% do capital e os caminhos-de-ferro belgas (SNCB) mantém-se uma posição de “sleeping partner” de 5%.

A empresa passa a funcionar como tal, no sentido em que tem uma identidade jurídica própria, pessoal próprio e regras contabilísticas iguais às aplicadas às demais empresas, públicas ou privadas.

Até aqui a Eurostar funcionava como uma parceria “informal” entre três estados, tal como quando foi lançada para operar os serviços ferroviários de passageiros através da Mancha.

A ideia de evoluir para uma entidade empresarial data já de 2003 mas só agora foi precipitada pela iminência da liberalização efectiva dos serviços ferroviários internacionais de passageiros entre o Continente e o Reino Unido.

Com a transformação empresarial, os dirigentes da Eurostar esperam melhorar a eficiência da gestão e da operação do serviço, cujas debilidades ficaram evidentes no último Inverno, quando o frio interrompeu a circulação dos comboios na Mancha.

Finalmente, o CEO da “nova” Eurostar não esconde a intenção de atacar outros mercados na Europa continental, tirando partido da liberalização do transporte internacional de passageiros.

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