Farta da batalha judicial com a Autoridade da Concorrência britânica, a Eurotunnel mantém a decisão de vender os navios que serviço da MyFerryLink na Mancha. O contrato com a cooperativa de trabalhadores da ex-SeaFrance termina a 2 de Julho e não será renovada.

MyFerryLink

A vitória conseguida no tribunal de recurso de Londres, que autorizou a continuação da operação da MyFerryLink (ao contrário do imposto pela Autoridade da Concorrência) não bastou para mudar a decisão da Eurotunnel de abandonar o negócio em que se envolveu há três anos.

“Mesmo com esta reviravolta judicial, continuamos convencidos que a Autoridade da Concorrência e dos Mercados está determinada em expulsar a Eurotunnel do sector marítimo”, sublinhou um porta-voz da operadora do túne da Mancha, citado pelo “LLL”.

“A incerteza em torno da MyFerryLink deverá manter-se e chegámos à conclusão que será melhor para os interesses da Eurotunnel e dos seus accionistas colocarmos um ponto final neste assunto”, acrescentou.

A Eurotunnel lembra, todavia, que em três anos de incerteza, a MyFerryLink passou do zero para uma quota de mercado confortável, apesar de não poder oferecer aos seus clientes contratos de longo termo.

Decidida a sair do negócio, a Eurotunnel está no entanto empenhada em que as operações continuem. Os navios e a marca MyFerryLink estão à venda. Interessados serão a DFDS, a P&O Ferries e a Stena, pelo menos.

Incerto é o futuro da cooperativa dos ex-trabalhadores da SeaFrance, que asseguram as operações da MyFerryLink. Com o aproximar do fim anunciado, as divisões internas são cada vez mais evidentes, com muitos a criticarem a direcção.

Se nada a acontecer até lá, dia 2 de Julho haverá menos um concorrente a operar na Mancha.

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