Um estudo encomendado pela IRU demonstra que a maioria dos estados-membros da EU pagará mais do que o que receberá com a generalização da Eurovinheta.

Os países do Centro da Europa, em especial a Alemanha e a França, serão os únicos a lucrar com uma eventual generalização da Eurovinheta, concluiu o estudo “Internalização dos custos externos”, produzido pela ProgTrans para a IRU.

A maioria dos países, e em particular os estados periféricos, pagarão mais do que o que receberão, o que significa que as respectivas economias ficarão mais pobres, acrescenta o mesmo estudo.

No seu conjunto, no ano de 2009 o sector dos transportes pagou 15 mil milhões de euros de taxas pela utilização das estradas, reporta o estudo, partindo de dados da UE. No pior dos cenários considerados, isto é, com a internalização de todos os custos externos, em 2030 a factura poderá chegar aos 436 mil milhões de euros.

No caso de Portugal, como nos demais países periféricos, os transportadores nacionais pagarão muito mais pela utilização da infra-estrutura rodoviária (nacional e internacional) do que Lisboa arrecadará de receita.

Para 2020, a previsão é de uma receita anual de 339 milhões de euros, enquanto o custo total a suportar pelos transportadores nacionais chegará aos 661 milhões de euros (178 milhões pelo tráfego nacional e 484 milhões pelo tráfego além-fronteiras).

Ou seja, em 2020, a cumprirem-se os pressupostos assumidos neste estudo, a economia portuguesa poderá perder 323 milhões de euros só com a aplicação da Eurovinheta.

 

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