O novo governo catalão pondera introduzir portagens reais nos 344 quilómetros de vias de alta capacidade que actualmente têm portagens virtuais suportadas pela autonomia. As empresas concessionárias defendem a aplicação da Eurovinheta em todo o país.

As “SCUT” catalãs poderão ter os dias contados, assim avance a intenção do novo governo de portajar as vias de alta capacidade. A justificação avançada é conhecida: os elevados custos suportados pelos cofres públicos.

No caso da Catalunha, as portagens virtuais custarão mais de 180 milhões de euros anuais até 2041. A que acrescerão uns 50 milhões de euros/ano de descontos em portagens reais e outros 600 milhões de euros que custam a cada ano que passa os investimentos em infra-estruturas financiados pelo método alemão.

A colocação de portagens nas vias é a primeira solução possível. Outra será a adopção da directiva Eurovinheta, que se aplica ao tráfego de pesados de mercadorias de mais de 3,5 toneladas. Para isso, o governo autonómico dispõe-se a negociar com Madrid a criação de um consórcio que faça a gestão do sistema na Catalunha, ou que promova a sua concessão a um operador privado.

A aplicação da Eurovinheta é igualmente defendida pela associação patronal das concessionárias de auto-estradas espanholas. Segundo a Aseta, a cobrança da Eurovinheta poderia representar uma receita de três mil milhões de euros logo no primeiro ano, podendo chegar aos 62 mil milhões num espaço de 15 anos.

Numa época de dificuldades financeiras, defendem as concessionárias, as receitas da Eurovinheta seriam uma ajuda preciosa para os cofres públicos.

As associações de transportadores estão, claro, contra a introdução da Eurovinheta. O governo do PSOE já garantiu que não a aplicará na actual legislatura, e mesmo o PP não se mostra receptivo à ideia de taxar mais a circulação rodoviária.

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