A nova linha férrea para mercadorias entre Évora e a fronteira do Caia representará um investimento de cerca de 650 milhões de euros, prevê o novo presidente da Refer.

Rui Loureiro confirmou, em entrevista ao “Público”, que a nova ligação será feita em bitola ibérica (mas utilizando travessas bibitola) e para velocidades na casa dos 220 km/hora (ainda que a plataforma seja preparada para a Alta Velocidade).

A construção da ligação será objecto de um novo concurso, “tendo em consideração a alteração de planeamento que se está a acordar com Espanha”. Aquele responsável adiantou esperar que “para o ano já será possível avançar com a preparação para um concurso, caso os estudos previstos realizar em 2013 se encontrem concluídos”.

O investimento previsto para este troço é de cerca de 650 milhões de euros, acrescentou.

Para a rede convencional, a Refer prevê para o próximo ano investimentos na casa dos 65 milhões de euros. E porque os meios escasseiam, Rio Loureiro propõe-se promover uma “cimeira” com as administrações da CP, CP Carga, Takargo e Fertagus para acertar com os operadores as prioridades de investimento.

Já nas linhas encerradas nos últimos tempos – casos do ramal de Cáceres ou do ramal da Figueira da Foz -, “se não houver perspectivas de virem a reabrir, elas são consideradas fechadas definitivamente e serão retirados os carris”, referiu o presidente da Refer.

Sobre a evolução dos resultados da gestora da infra-estrututura, que no ano passado registou prejuízos de 89 milhões de euros (109 milhões em 2010), Rui Loureiro avançou que este ano os resultados líquidos deverão ser negativos em 46 milhões de euros e em 2013 se ficarão pelos oito milhões de euros negativos.

A Refer, garantiu o presidente, está “muito perto” de concretizar o corte de 20% nos efectivos decidido pelo Governo, depois de no ano passado ter promovido “mais de 600 rescisões”. E vai cumprir o objectivo de redução de custos imposto pela tutela. Nada que se compare com as necessidades de financiamento de 733 milhões de euros, em 2013, para fazer face ao serviço de dívida.

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