O Governo espera lançar até Dezembro o concurso público para a extensão do molhe do porto de Leixões, condição essencial para a expansão do porto, a desenvolver até 2023.

Leixões: concurso para expansão do molhe deverá ser lançado em Dezembro

Em declarações à margem da visita que fez hoje Leixões, a ministra do Mar disse aguardar apenas pelo envio da proposta pela APDL para dar seguimento ao processo.

“Aguardo que me seja enviada a proposta para, juntamente com o ministro das Finanças, aprovar em definitivo o lançamento da obra que, espero, esteja concluída em 2023”, explicou a governante, admitindo que o “primeiro concurso público deve ser lançado até ao final do ano”.

E prosseguiu: “estamos a preparar o lançamento do concurso público do molhe, pois esta grande obra vai ter três fases: a extensão do molhe, o aprofundamento da bacia de rotação e das acessibilidades marítimas e a construção do terminal [de contentores com fundos de -14 metros]”.

Ana Paula Vitorino acrescentou sobre o lay-out do terminal que “está numa fase de concertação entre várias entidades”, por haver um espaço que é “disputado entre a Docapesca e o Porto de Leixões”.

“Não queremos abdicar nem de uma coisa nem de outra porque o facto de haver um novo terminal, que é absolutamente essencial, não quer dizer que o porto de pesca também não seja uma peça fundamental”, argumentou a ministra.

Enfatizando o facto de todas as obras causarem impactos, reconheceu que o mesmo sucederá em Matosinhos, citando o exemplo dos surfistas para quem defende “ter de ser encontrada uma solução” em nome de uma actividade que, salientou, “também faz parte da economia do mar”.

“Temos de encontrar uma solução compensando financeiramente a sua concretização”, disse a governante.

Aludindo às críticas, em Agosto, feitas pela Associação Comercial do Porto (ACP), entre outras, sobre o tempo de execução da obra, Ana Paula Vitorino admitiu que a obra poderia ser feita em três anos, como argumenta a associação, e que seria metade do tempo previsto pelo Governo, para logo depois explicar como.

“O calendário que foi considerado tem os prazos da prática comum quer na APDL quer noutros portos do país, tendo de ser respeitados tempos mínimos e prazos médios que têm de ser comparados, avaliados e muitas vezesp negociados, dependendo do modelo de concurso. Dito isto, admito que as obras possam ser feitas em três anos, mas não todo o procedimento”, argumentou.

A visita da ministra do Mar a Leixões ficou marcada pela recusa da Comunidade Portuária de Leixões em participar no evento.

Ana Paula Vitorino refutou as críticas, em particular a de estar a “exaltar” o sindicato SEAL, como referia a missiva assinada pelo presidente da Comunidade, Jaime Vieira dos Santos.

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  1. Os empresários portugueses em geral e os do Norte em particular estão fartos das falsas promessas desta ENG
    ANA PAULA VITORINO, foi assim enquanto SEC DE ESTADO DO MINISTRO “JAMAIS LINO” continua igual a si mesma enquanto MINISTRA DO MAR, mas são os empresários que pagam a sua incompetência ano após ano e é Portugal que perde década após década, chega !