O concurso para a extensão da rede do Metropolitano de Lisboa foi hoje lançado. As obras deverão arrancar ainda este ano, para terminarem em 2023.

Quinze anos depois, o Metropolitano de Lisboa volta a crescer. Cerca de 210 milhões de euros é o investimento previsto no prolongamento das linhas Amarela e Vermelha, que na prática criará uma linha circular.

A extensão da rede, com a construção dos troços Rato / Santos e Santos /Cais do Sodré, comportará a construção de duas novas estações, na Estrela e em Santos, e a remodelação da estação do Cais do Sodré. Haverá também
intervenções nos viadutos do Campo Grande para ligar as linhas Verde e Amarela.

Segundo a informação disponibilizada no site do Metropolitano de Lisboa, a estação da Estrela servirá uma parte da cidade “primordialmente residencial”, enquanto a estação de Santos servirá, além das áreas residenciais, equipamentos como a Assembleia da República, o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) ou o
Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE), bem como áreas nas quais se concentram actividades de lazer e de diversão nocturna.

Com a nova extensão, o Metropolitano de Lisboa deverá ganhar 8,9 milhões de passageiros/ano. Em 2018, a operadora transportou mais de 168 milhões de passageiros, o que representou um ganho homólogo de 4,3%.

O investimento previsto de 210 milhões de euros será financiado  em 83 milhões pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, sendo o restante assumido pelo Fundo
Ambiental e pela própria empresa (com o encaixe da alienação de um terreno em Sete Rios).

Apesar das reservas levantadas pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA), o presidente do Metropolitano de Lisboa garantiu que as obras decorrerão com o mínimo transtorno para os outros modos de transporte público, nomeadamente na zona do Cais do Sodré.

 

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