O tráfego de carga nos aeroportos da ANA aproximou-se no ano passado das 139 mil toneladas, com um crescimento homólogo de 11,3%.

As exportações foram o principal motor do resultado alcançado, com uma subida de 15%, para as 72 mil toneladas. As cargas de importação avançaram apenas 3% para as 57 mil toneladas.

Lisboa confirmou-se como o principal aeroporto na carga nacional, com um crescimento de 12,6% para perto das 94 mil toneladas. Uma performance que decorre muito da forte aposta da TAP em mercados de rápido crescimento, como é o caso do Brasil.

No Porto foram movimentadas cerca de 35 mil toneladas, mais 8,9% que em 2009. Nos Açores superaram-se as nove mil toneladas (mais 12,4%). E em Faro a carga caiu quase 55% para escassas 289 toneladas.

O Brasil foi o mercado que mais cresceu em 2010 como origem/destino da carga aérea movimentada nos aeroportos da ANA. Avançou 39%, ou perto de 8 800 toneladas, e já vale cerca de 22 mil toneladas. Resultado do desenvolvimento económico daquele país-irmão e da aposta da TAP naquele mercado.

A Alemanha foi o segundo mercado mais dinâmico, com um crescimento de 2 481 toneladas. Atribuído pela ANA às operações da UPS em Lisboa e da DHL no Porto, e também à TAP à conta dos seus voos “all cargo”.

Surpreendentemente, ou não, o México surge no terceiro lugar deste ranking dos mercados, com uma subida de 1 172 toneladas atribuível à operação do cargueiro da Air France, no Porto, ao serviço do grupo Inditex.

Ainda acima das mil toneladas de crescimento (1 121, mais precisamente), o mercado belga beneficiou com a actividade da TNT – a partir de Lisboa e Porto – e da DHL, a partir do Porto.

Outros mercados com uma performance positiva, de acordo com a ANA, foram o Reino Unido, Espanha e Ilhas Canárias, África do Sul., Turquia, Marrocos e Irlanda. Nota-se a ausência de Angola.

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