As empresas portuguesas de pedra natural exportaram no ano passado 378 milhões de euros da sua produção, um aumento de 10,5% em relação a 2017, de acordo com Miguel Goulão, presidente da associação do sector.

“Durante 2018 conhecemos o nosso maior volume em termos de negócios nas exportações desde que há registos em Portugal, e isto significa que o crescimento está sobretudo relacionado com o aumento de valor nos mercados em que acrescentamos posição. Há uma inversão da exportação do material em bruto para uma tendência para o material transformado”, afirmou à “Lusa” o líder da Associação Portuguesa dos Industriais dos Mármores, Granitos e Ramos Afins (Assimagra).

As associadas da Assimagra estão, neste contexto, “a fornecer sobretudo obra à medida”, aumentando o valor acrescentado face à venda mais indiferenciada de blocos de pedra.

“Hoje o sector consegue estar nos principais projectos mundiais, disputá-los e vencê-los”, adiantou Miguel Goulão.

Por isso, os mercados mais representativos nas exportações são agora diferentes. “Há quatro anos tínhamos a China como principal mercado”, pelo que “o sector exportava sobretudo bloco”. Agora, é França o principal mercado, com um crescimento superior a 5%, sendo que este país “consome sobretudo produto acabado”.

Por outro lado, o sector perdeu vendas nos países produtores de petróleo, “sobretudo no sector dos mármores”

O sector já está a sofrer com o efeito do Brexit, tendo o mercado do Reino Unido caído “6,43%, ou seja, 1,5 milhões de euros”, avançou Miguel Goulão. Mas as exportações para os países nórdicos, que até há pouco tempo tinham uma
expressão reduzida no sector, registaram “um crescimento percentual elevado”.

A Assimagra conta com 260 associados, na maioria PME, gerando a maior uma facturação de 21 milhões de euros.

 

This article has 1 comment

  1. luís pereira

    É o contributo das rochas ornamentais do Alentejo em Vila Viçosa nomeadamente do melhor mármore do mundo descoberto há quase 100 anos, viva 2018 !