As exportações da indústria de têxtil e de vestuário registaram em Janeiro um crescimento homólogo de 1,5% totalizando 444 milhões de euros, segundo a associação que representa o sector.

 

Este crescimento foi sustentado nas exportações dos têxteis, que registaram uma subida de 2,2% face a Janeiro de 2018, e de vestuário, que avançaram 1,6%. Já a categoria de têxteis-lar manteve o valor de vendas ao exterior em linha com o observado em Janeiro de 2018.

Os dados compilados pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) com base nas estatísticas do comércio internacional divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que Espanha se manteve como o principal destino das exportações dos produtos da indústria de têxtil e de vestuário (ITV) nacional, respondendo por 28% do total, e foi também o mercado que registou o maior crescimento em termos absolutos.

Em Janeiro de 2019, as vendas para Espanha ascenderam a 125 milhões de euros, reflectindo um aumento homólogo de mais cinco milhões de euros.

“Espanha continua a liderar o ranking dos principais destinos, com uma quota de 28,2%”, refere o comunicado da ATP, assinalando que, “contrariamente ao registado nos últimos meses, este mercado assinalou um crescimento de 4,2%, ou seja, mais cinco milhões de euros face a Janeiro de 2018. Estes valores colocaram novamente a Espanha como o destino com maior crescimento absoluto nas exportações da ITV”.

Os EUA surgem como o segundo destino que mais cresceu, com um aumento absoluto de cerca de três milhões de euros (correspondendo a uma taxa de crescimento de 10,7%), passando a representar 7% do total das exportações
deste sector.

A ATP sublinha que Itália manteve “a forte dinâmica de crescimento que já havia dado sinal ao longo de todo o ano de 2018” e dá ainda conta de que, em termos relativos, o país para onde as exportações de ITV mais subiram foi a China, com as vendas a registarem uma subida homóloga de 57% (mais 1,4 milhões de euros).

Entre os principais mercados de destino de exportação, França (que respondeu por 61 milhões de euros em compras) registou uma variação nula face a Janeiro de 2018, enquanto as vendas para a Alemanha caíram 7% em termos homólogos.

Do lado das importações, a ATP realça a subida de 18,8% face ao mesmo mês do ano passado “com especial relevo para o vestuário”, sendo de destacar “a Espanha com 15,9%, e a China com 83,5%, colocando-se esta como segundo maior fornecedor no mercado português”.

Como resultado deste movimento, no primeiro mês do ano, o saldo da balança comercial deste sector foi de 32,8 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 108%, o que representa uma degradação do indicador na ordem dos 64% face ao valor observado em 2018.

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